Ed Fogaça
2ago/160

Curiosidade – Piccolo saxofone

curiosidade9

 

 

 

 

 

 

 

 

O saxofone piccolo ou sopraníssimo (ou soprillo) é um novo instrumento na família do saxofone. Foi inventado pelo fabricante alemão Benedikt Eppelsheim em 2002.

É o menor saxofone construído até os dias de hoje, mede a metade do comprimento de um saxofone soprano. Seu número de chaves é limitado, com um sistema de digitação especial.

A afinação do instrumento permanece particularmente difícil de dominar no registro agudo, devido às suas proporções, mas possui uma personalidade e uma “cor” no som completamente singular, que faz com que seja indispensável para novos conjuntos de saxofone.

Como todos os saxofones nos agudos, seu som é poderoso e pode muito bem adaptar-se a tocar ao ar livre. Se for corretamente estudado, pode, no entanto, produzir sons muito suaves, em registos difíceis de dominar sobre outros instrumentos de sopro agudos.

Entre as curiosidades ligados ao seu tamanho, o furo da chave da segunda oitava tem de ser no boquilha. Esta é geralmente concebida com base na boquilha do Sopranino um pouco encurtada.

Além disso, palhetas para saxofone sopranino deve ser ligeiramente encurtadas para ser adaptadas. Apenas um número limitado de soprillos estão em circulação em todo o mundo até hoje.

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20jul/160

The Quintessence – Quincy Jones

disco 9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse álbum é uma obrigação ouvi-lo para aqueles que gostam de boa música principalmente o jazz e também os estudantes de música e improvisação. Esse álbum contém belos arranjos e belos improvisos.

Quincy Jones, músico, produtor, arranjador e compositor, parece que realmente foi buscar inspiração para esse disco no quinto elemento (quintessência) quando resolver produzir esse belíssimo trabalho. Esse trabalho conta com participações ilustres como dos saxofonistas Phil Woods e Oliver Nelson, como também a participação do trompetista Freddie Hubbard.

A primeira faixa é a belíssima composição de Quincy Jones, que leva o nome do álbum “The Quintessence”, com um maravilho solo de sax alto de Phil Woods. O álbum ainda contém outras composições de Standars de Jazz como “Invitation” e “Straight,No Chaser”(Thelonius Monk), onde Quincy Jones explora muito bem a sonoridade de cada naipe (saxes, trompetes e trombones). Não deixando de mencionar mais 3 brilhantes participações, do trompetista e arranjador Thad Jones, Clark Terry e do saxofonista Frank Wess. Nesse disco traz também 2 composições do trombonista Billy Byers, onde também participa como músico, integrando o naipe de trombones.

Realmente é um disco que nos leva para outra dimensão, buscando novos elementos!!

Vale a pena essa viagem, vale a pena essa busca!!!!

ED FOGAÇA

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16jul/160

O que Chopin pensou do saxofone?

curiosidade8

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Adolphe Sax chegou a Paris em 1842, quando Chopin já estava morando em Paris alguns anos. Ambos Chopin e Sax viveram em Paris até 1849, quando Chopin morreu.

Parece altamente provável que Chopin ouviu o saxofone ou pelo menos, conhecimento da sua existência. O saxofone foi patenteado por Sax em 1846, 3 anos antes de Chopin morrer. Para tornar as coisas mais convincente, Berlioz, um amigo de Chopin, escreveu um artigo importante sobre sua aprovação sobre o saxofone na época em que Sax chegou em Paris (1842).

Alguém sabe de escritos por Chopin, onde ele discute seus sentimentos sobre o novo instrumento?  Pelo menos, uma frase ou duas sobre o assunto em uma correspondência entre ele e Berlioz?

Claro, isso não é realmente uma questão praticamente útil, mas como um saxofonista, não posso deixar de me perguntar sobre coisas como estas...

É importante ressaltar que Berlioz escreveu para saxofone em 1844 para o arranjo de Chant Sacre, por isso, se Chopin foi para o concerto (conduzida por Berlioz), isso seria o mesmo que dizer que ouviu saxofone.

Apenas para ser claro, eu sei que Chopin certamente nunca pensou em escrever para o saxofone, seu interesse era (muito) firmemente no repertório piano solo. A pergunta é:  Se ele (Chopin) ouviu um saxofone sendo tocado e melhor ainda, se ele nunca mencionou isso por escrito?

ED FOGAÇA

FONTE: http://musicfans.stackexchange.com/questions/3305/what-did-chopin-think-of-the-saxophone

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8jul/160

Two for the Road – Davi Grusin

disco 8

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma homenagem justa, linda e de muito bom gosto nesse trabalho do pianista e arranjador ´Dave Grusin´ ao compositor Henry Mancini, famoso por suas trilhas em desenhos animados e filmes, entre seus temas esta ´The Panther Pink´(pantera cor de rosa).

Esse tema não esta nesse disco, mas Grusin escolheu outros 10 lindos e famosos temas como ´Peter Gunn´, ´Baby Elephant Walk´ , entre outros, com arranjos de metais e cordas muito bem escritos por Grusin e solos bem construídos pelos solistas, entre eles o saxofonista Eric Marienthal e o próprio Dave Grusin no piano.

Esse disco conta ainda com as participações de John Patitucci no baixo em todas as faixas e do saxofonista Tom Scott compondo o naipe de metais e o percussionista brasileiro Paulinho da Costa.

Para deixar esse disco ainda mais brilhante, Grusin convida a cantora Diana Krall para participar em duas musicas com sua linda voz e interpretação em ´Dreamsville´ e encerrando o disco com  no tema ´Soldier in the Rain´.

Quem não conhece esse disco deve ouvi-lo, seja por qualquer dos motivos: pelas composições, pelos arranjos ou pelos músicos que participam. Esse disco é muito rico em todos os sentidos artisticos...

ED FOGAÇA

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5jul/160

80/81 – Pat Metheny

disco 7 80 81

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Disco gravado em Oslo(Noruega)em 1980.Diria que esse disco é “docemente agressivo”, com grandes improvisos, muitos “climas” da base ( guitarra+baixo+bateria ), com temas aparentemente simples, como “Folks Songs”, onde o trabalho dos solos juntamente com as dinâmicas da base criam uma atmosfera chegando próximo ao “Free Jazz”, inclusive tocam um tema de Ornette Coleman (saxofonista do free jazz), chamado “Turn Around”, entre outras composições com intervenções melódicas e harmônicas de Pat Metheny (Guitarra) e rítmicas de Jack Dejohnette e com uma linha à vontade do contrabaixo de Charlie Haden.

Dois grandes saxofonistas participam desse disco, o primeiro é o tenorista Dewey Redman, conhecido pelas suas performances no free jazz ao lado de Ornette Coleman e também pai do saxofonista Joshua Redman. O segundo dispensa qualquer apresentação, Michael Brecker traz sua técnica e virtuosismo para esse disco, com efeitos no saxofone e belos solos.

Esse disco deixa claro a fluência e a liberdade de expressão em todas as faixas por parte de todos os músicos, principalmente na faixa “Open”, onde a composição foi elaborada por todos integrantes. Apesar ser um disco do guitarrista Pat Metheny, é um disco que todos que gostam e estudam improvisação devem ouvir. É uma aula sobre climas e desenvolvimento de improvisos. Por isso, se você gosta de Jazz, grandes improvisos, grandes performances... esse é um disco que não deve deixar de ouvir.

ED FOGAÇA

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28jun/160

A queda e ascensão do saxofone in C (Parte Final)

curiosidade 7 Sax in C

 

 

 

 

 

 

 

John Robert Brown

 

O elemento mais excitante na história do saxofone C-melodia é que mais uma vez pode-se comprar um novo saxofone in C. Este é o saxofone contralto in C, desenvolvido e construído por Jim Schmidt de Sanger, California. Schmidt afirma categoricamente que o contralto não é nada como o sax C-melodia. Exceto, evidentemente, que é um saxofone, in C!

O contralto Schmidt tem um engenhoso sistema de colocar o tudel no corpo do instrumento. A cortiça do tudel foi eliminada, para conseguir um fluxo suave de ar na junção entre o boquilha e tudel. No entanto, a boquilha ainda é ajustável para a afinar.

O aspecto mais radical desta nova saxofone in C é o sistema de digitação. "A lógica por trás do meu sistema de digitação é simples", diz Schmidt. "Uma nota segue a próxima nota cromática, fechando e pressionando a chave seguinte com o próximo dedo da mão e assim por diante, um após o outra, em sequência linear."

É uma sorte que este novo instrumento chega simultaneamente com um interesse renovado no sax C-melodia. Poderíamos estar no início de um novo capítulo na história do saxofone?

Talvez.

ED FOGAÇA

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16jun/160

Secret Story – Pat Metheny

disco 6

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Belíssimo disco gravado em 1992 pelo guitarrista Pat Metheny e a orquestra de Londres, onde todas as composições e arranjos são da autoria de Pat. Com grandes participações entre elas do baixista Charlie Haden e dos percussionistas brasileiros Marçal e Naná de Vasconcelos em várias faixas. É um disco longo com o total de 13 faixas. Algumas partes desse disco foram gravadas no Brasil, no Rio de Janeiro.

Além dos belos arranjos e solos de Metheny, algumas composições contém intervenções vocais, trazendo um timbre bem diferenciado, uma mistura de música instrumental com estrutura do jazz e coral. Na Faixa 9 “See the World”, Pat Metheny traz um quinteto de metais para acrescentar a essa sonoridade onde misturam estrutura da música com improvisos característica do jazz com estruturas e formações da música erudita.

Na faixa 6 “Sunlight” tem a linda participação do pianista Lyle Mays, participando no piano acústico, na faixa 11 “Antonia” um lindo solo de harmônica do grande Toots Telemans.

Enfim, cada pessoa que houve esse disco, seja músico ou não tem uma ótima sensação, é um disco que traz bons sentimentos. Se não ouviu ainda, não perca essa oportunidade de apreciar algo  muito bom e que também fará muito bem à você.

ED FOGAÇA

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13jun/160

A queda e ascensão do saxofone in C (Parte 06)

sax in C

 

 

 

 

 

 

John Robert Brown

 

Certamente os saxofones in C tinham problemas. O modelo produzido pela Conn tinha problemas com a posição das chaves e o tudelque obrigava o músico a manter o saxofone em um declive estranho. O anel para fixar a correia não era no lugar ideal, tornando o instrumento desequilibrado.

Boquilhas também eram difíceis de encontrar. A partir de entrevistas com muitos saxofonistas de sax C- mostrava que a maioria usava boquilha de um alto ou tenor, para alcançar uma qualidade de som.

Durante os anos 1990 saxofonistas começaram a explorar o sax C-melodia mais uma vez. Na Grã-Bretanha, John Dankworth, introduziu o sax C-melodia (usando boquilha e palheta de tenor) quando tocava com sua banda “Generation”. Sua razão era que ele queria que a banda tivesse um pouco de tudo, gostava de se cercar de alguns dos melhores saxofonistas mais jovens e com modéstia típica, não queria tocar um saxofone que estava sendo tocado melhor por alguém na banda. Em 1999, Scott Robinson fez um CD inteiramente dedicado ao saxofone C-melody. No livreto que acompanha Robinson chama a atenção para outros saxofonistas da atualidade tocando o sax C-melodia. Eles são Anthony Braxton, Dan Levinson, Joe Lovano, Dave Pietro e Gary Regina. Estes saxofonistas não representam uma escola ou um estilo de tocar saxofone. Eles representam apenas um interesse renovado no instrumento.

Dado que certos saxofonistas comerciais de hoje frequentemente se encontram reproduzindo  músicas originárias de guitarristas em tons originais, é estranho que as vantagens de um instrumento em C não tenha sido apreciado antes. Para passar uma noite tocando um saxofone in Eb em um conjunto tocando exclusivamente nos tons de A e E, colocando o saxofonista em Fá# e C#, seria melhor apreciar as vantagens de um instrumento in C!!!

ED FOGAÇA

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9jun/160

Joy Ryder – Wayne Shorter

Disco 5 Wayne Shorter

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse belo disco gravado pelo saxofonista Wayne Shorter, onde o sax soprano está presente em todas as faixas com seu timbre maravilhoso. Esse disco conta com as participações de Patrice Rushen (Keyboards), Nathan East (Baixo) e Terri Lyne Carrington (Bateria).

A produção do disco e todas as composições são de Wayne Shorter, com belas convenções da base, linhas de baixo com teclado muito bem escritas, lindas modulações, grande mistura de timbres e belos solos. Algumas dessas composições tem em alguns álbuns de jazz, apesar do disco ser mais “pop/fusion”, talvez seja um pouco da influência de Shorter do tempo que tocava com “Weather Reporter”, esse disco foi gravado em 1988.

A música “Daredevil”, foi inspirada pela sua esposa Ana Maria, que faleceu em um acidente aéreo em 1996. E nas músicas “Anthem” e “Someplace Called “Where)”, temos a participação especial de Herbie Hancock no sintetizador. Para fechar o disco na última faixa a participação vocal de Dianne Reeves com sua voz maravilhosa.

Para quem gosta de “fusion”, é um bom disco para se ouvir.

ED FOGAÇA

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7jun/160

A queda e ascensão do saxofone in C (Parte 05)

 

curiosidade 5 sax in C

 

 

 

 

 

 

 

    John Robert Brown

 

No final da década de 1920, após o colapso de Wall Street, o interesse no saxofone C-melodia diminuiu. Os Saxofones nas novas bandas de swing eram agora utilizados em secções de três e quatro e essa formação foi mais facilmente organizada para utilização de instrumentos em Eb e Bb. Houve também a opinião de que o saxofone C-melodia havia sido desenvolvido com pouco volume de som e era inadequado para os naipes poderosos das big bands.

Rudy Wiedoeft parece ter feito suas últimas gravações em 1927. Após a morte de seu irmão em 1928, ele começou a retirar-se do ambiente musical, se dedicou ainda por diversas vezes ao ensino. Ele morreu de cirrose do fígado em fevereiro 1940.

Trumbauer continuou a gravar na década de 30, passou por Paul Whiteman em 1936 e trabalhou em New York. Em meados de 1940 Trumbauer anunciou que estava deixando a música para tomar uma posição em tempo integral como um inspetor com a Aeronáutica Civil. Ele passou o resto de sua vida na aviação, trabalhando como piloto de testes durante a Segunda Guerra Mundial.

Desde o início dos anos 1930 alguns saxofonistas ficaram incomodados com o saxofone C-melodia. As inovações do bebop não trouxe nenhuma vantagem para a delicadeza melancólica do instrumento. Há mais de cinquenta anos, o C-melodia é evitado. Modelos, quase sempre banhados em prata, iria aparecer em lojas de segunda mão. Estes instrumentos foram muitas vezes erroneamente descrito como um tenor ou um alto (embora muitos saxofones C-melodia têm um "C" abaixo o número de série), e oferecidos a preços muito baixos. Iniciantes foram avisados para evitá-los.

ED FOGAÇA

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