Ed Fogaça
13jun/160

A queda e ascensão do saxofone in C (Parte 06)

sax in C

 

 

 

 

 

 

John Robert Brown

 

Certamente os saxofones in C tinham problemas. O modelo produzido pela Conn tinha problemas com a posição das chaves e o tudelque obrigava o músico a manter o saxofone em um declive estranho. O anel para fixar a correia não era no lugar ideal, tornando o instrumento desequilibrado.

Boquilhas também eram difíceis de encontrar. A partir de entrevistas com muitos saxofonistas de sax C- mostrava que a maioria usava boquilha de um alto ou tenor, para alcançar uma qualidade de som.

Durante os anos 1990 saxofonistas começaram a explorar o sax C-melodia mais uma vez. Na Grã-Bretanha, John Dankworth, introduziu o sax C-melodia (usando boquilha e palheta de tenor) quando tocava com sua banda “Generation”. Sua razão era que ele queria que a banda tivesse um pouco de tudo, gostava de se cercar de alguns dos melhores saxofonistas mais jovens e com modéstia típica, não queria tocar um saxofone que estava sendo tocado melhor por alguém na banda. Em 1999, Scott Robinson fez um CD inteiramente dedicado ao saxofone C-melody. No livreto que acompanha Robinson chama a atenção para outros saxofonistas da atualidade tocando o sax C-melodia. Eles são Anthony Braxton, Dan Levinson, Joe Lovano, Dave Pietro e Gary Regina. Estes saxofonistas não representam uma escola ou um estilo de tocar saxofone. Eles representam apenas um interesse renovado no instrumento.

Dado que certos saxofonistas comerciais de hoje frequentemente se encontram reproduzindo  músicas originárias de guitarristas em tons originais, é estranho que as vantagens de um instrumento em C não tenha sido apreciado antes. Para passar uma noite tocando um saxofone in Eb em um conjunto tocando exclusivamente nos tons de A e E, colocando o saxofonista em Fá# e C#, seria melhor apreciar as vantagens de um instrumento in C!!!

ED FOGAÇA

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